Jalapão – Palmas – Tocantins: “O Jalapão é bruto”. Essa foi a frase que mais ouvi antes que chegar de fato ao primeiro atrativo do Jalapão. A verdade é que são muitas horas de viagem de carro e vários trechos de estrada com costelas de vacas que dificultam um pouco mais o trajeto. Ah, costelas de vaca são ondulações de barro e arreia formadas pelo vento e que dão aquela “chacoalhada” no carro. Dá aquela sensação de que você está vivenciando um rali. Até então não vejo problema nenhum em viagens assim. Eu gosto é de aventura!

O que você deve saber mesmo é que o percusso é bruto, mas o Jalapão é exuberante e encantador em todos os seus recursos naturais! Então, não se deixe assustar por essa introdução, pois o Jalapão vale cada balanço de carro, cada hora de estrada e cada ferroada de mutuca. Cuidado! Elas não brincam em serviço e mais a frente te conto o lugar que você deve reforçar o repelente.

Quando fomos – Essa aventura no Jalapão foi acompanhada de uma amiga, a Camila Batista, que por sinal é um excelente fotógrafa e fez fotos maravilhosas dessa trip. Obrigada, Camis! Seus cliques vão deixar esse post ainda mais bonito! Fomos na última semana de maio (2019) e já pegamos o verão. O período mais recomendado para visitar o Jalapão é de maio a setembro. Período mais seco em que as estradas estão melhores para tráfego, além de sermos contemplados com os melhores pores-do-sol! AMO!

Com quem fomos – Essa parte a gente joga as mãos para o céu e agradece. Tivemos um serviço espetacular da Curimbatour ExpediçõesSó elogios para o serviço deles. O ponto alto do nosso guia, o Diego, é que ele é local, conhece todos os moradores das comunidades, mora em uma delas e faz questão de levar os viajantes para conhecer e usufruir do serviço dos moradores mais antigos. O apoio ao turismo local é muito forte! E a gente percebe que o Diego é muito querido pelos moradores. O povo no Jalapão é muito receptivo.

É importante frisar que depois que você fecha o pacote com a empresa de turismo a sua única preocupação vai ser curtir o passeio. Eles fecham tudo: alimentação, hospedagem, horários… Tudo fica na responsabilidade deles. Você só precisa acordar no horário, tomar o seu cafezinho da manhã, entrar no carro e curtir a viagem. É maravilhoso!

O que eles oferecem – Tínhamos comida no carro durante todos os passeios. Vou dizer pra vocês que tinha mais comida do que eu e a Camis podíamos comer. E olha que eu sou uma draga! Os veículos estão equipados com água com e sem gás (geladas), biscoitos, frutas, sucos e outros. Diego ainda teve a preocupação de perguntar que tipo de frutas nós queríamos comer. A gente pôde escolher o que comer. Isso é incrível!!! O serviço de bordo está disponível durante todo o passeio. Hospedagens: Todas com ar condicionado, banheiro com ducha quente e Wi-Fi. Alimentação: café da manhã , almoço e jantar – #opiniãodanaty: a comida no Jalapão é maravilhosa!!! Logística: carro 4×4 + guia condutor local, combustível e transfer Palmas – Jalapão – Palmas.  ❌ Não está incluso bebidas alcoólicas e despesas de caráter. #buenasdicas: Mas você pode comprar suas bebidas e colocar nas caixas térmicas que eles levam no carro. Inclusive eles ainda param numa mercearia que aceita cartão (débito).

#Valores: Pagamos nesse pacote de três dias o total de R$1.550. Eles parcelam no cartão de crédito em até cinco vezes. Ótimo, né! (Consulte os valores no mês que você for). #buenasdicas: levem dinheiro em espécie para despesas extra. Em uma das comunidades você vai encontrar o artesanato local feito com o capim dourado – que é surreal de lindo – e em outras eles vendem sorvete com sabores de frutas regionais.

Confira as opções de passeios no Pacote de 3 dias para o Jalapão com a Curimbatour Expedições

Como chegar – Para chegar ao Jalapão você primeiro passa por Palmas. Nós fomos para Brasília e de lá pegamos um voo de uma hora para Palmas. Mais uma parte boa da nossa expedição. O pessoal da Curimbatour foi nos buscar na porta de casa! Depois disso pegamos aproximadamente 195 km de estrada asfaltada até chegar em Ponte Alta do Tocantins, a principal porta de entrada para o Jalapão. A viagem é super de boas! O carro super confortável que você até dorme.

O que levar – O Jalapão não é exigente. O básico para qualquer viagem. Eu diria para reforçar o repelente e o protetor solar. Roupas leves (de praia), chapéu, sandálias abertas (não precisa de tênis) e óculos de sol. #buenasdicas: se você não é acostumado com viagem de carro e com balanço e costuma sentir enjoo no mar é importante você levar remédio para enjoo. A Camis passou muito mal durante a viagem. A equipe da Curimbatour tinha remédios (kit básico), mas cada um sabe o remédio que melhor faz efeito para o seu corpo. Então se você já tem um remédio que sabe que é “batata!” é melhor levar.

O que fazer – Fechamos um pacote de três dias, mas minha dica é você fazer um de cinco. Ainda tinham muitas atrações que queríamos fazer. Abaixo um gostinho das fotos e dos locais que fomos e um pouco dos atrativos e estrutura. Fiz meu Top 5 dos lugares que mais amei!!!

Cachoeira do Formiga: eu quase pirei quando cheguei nessa cachoeira. O sol iluminava a cachoeira e deixava a água mais cristalina e com tons azulados. Sou do Norte, do Amazonas, e aqui temos o município de Presidente Figueiredo, conhecido como a Terra das Cachoeiras. Mas a água do rio é escura. Você não consegue enxergar o fundo. Esse contato com uma cachoeira de água cristalina foi uma experiência incrível! E olha que eu tinha acabado de vir da Chapada dos Veadeiros e lá é tudo lindo também (próximo post), mas nada comparado a Cachoeira do Formiga. Ela é encantadora! 

A Cachoeira do Formiga foi amor a primeira vista! O meu lugar favorito do Jalapão!!!

Fervedouro Bela Vista: Fomos em dois fervedouros, mas o Bela Vista é surreal de lindo! Tem uma estrutura maravilhosa. Eles fizeram uma torre que você consegue tirar fotos de cima e enquadra todo o Fervedouro. Lá eles também servem almoço – delicioso – e foi onde fizemos nossa refeição no terceiro dia. Tem sinal de wi-fi (algo bem difícil nos atrativos do Jalapão). Eles também oferecem macarrões para quem não sabe nadar. Tentei subir um vídeo aqui, mas não consegui. Deixo aqui o link para vocês curtirem um pouco desse lugar!

Um Fervedouro para chamar de seu! Tivemos um só pra gente e foi graças ao nosso guia que está super atento aos horários.

Dunas do Jalapão: Essa parte da viagem é aquele momento em que você pensa: como a natureza é perfeita! Eu fico impressionada em como um único lugar pode abrigar vegetações, paisagens e atrativos tão diferentes. As dunas são montanhas de areia de 200 a 400 metros e se formaram a partir da erosão das serras rochosas da região. Estão rodeadas pela vegetação rasteira típica do cerrado e pelos buritizais característicos de áreas alagadiças. O caminho para se chegar as dunas é muito bonito. Passamos por áreas alagadas e com água corrente. É um ótimo momento para se refrescar!!! O passeio nas dunas acontece no final do dia e é um dos momentos da viagem que temos para contemplar o pôr-do-sol. Eu já comentei em outro post que eu amo pores-do-sol, né!!! Ah, e é lá que você deve redobrar o repelente. O lugar é cheio de mutucas. A ferrada desse bicho deixa marcas grandes. Eu fui atacada e a Camis também. Demorou quase um mês para as marcas saírem. #buenasdicas: reforcem o repelente antes de saírem para esse destino e também assim que chegarem ao local.

Lagoa do Japonês: Quando eu comecei a pesquisar meu próximo destino fiz aquele exercício de ir aos blogs e perfis de viagem que sigo. Na maioria a Lagoa do Japonês aparece como o principal atrativo do Jalapão. Mas eu confesso para vocês que eu achei ela “OK”. Mas é uma opinião minha. Por exemplo, a Camis que viajava comigo amou muito a Lagoa e foi um dos destinos favoritos dela nessa viagem. Para vocês terem uma ideia de que isso depende muito do gosto de cada um. Deixo aqui um vídeo para vocês terem uma noção da cor da água. Tem peixinhos também!

Agora se tem uma coisa que eu mais amei nesse roteiro da Lagoa do Japonês foi a parada para o almoço. Quando voltamos da Lagoa o Diego nos levou para almoçar no Restaurante da Dona Minervina. Ele te dá duas opções. #buenasdicas: escolham a Dona Minervina!!! Pense numa comida caseira caprichada e deliciosa!!! Eles ainda tem um redeiro, também conhecido como redário. Esse espaço ganhou todo o meu coração. Simplesmente abri mão de voltar para a Lagoa só pra ficar ali de preguiça na rede. Se eu dormi? Com toda certeza. Inclusive, recomendo!!!

Lagoa do Japonês

Pedra Furada: Mais um passeio garantido para curtir o pôr-do-sol no final do dia. Como eu amo! A Pedra Furada é uma grande rocha de arenito. A formação de dois furos na rocha permite um cenário muito bonito para fotos e contemplação do sol. O acesso ao local é bem fácil. Uma trilha curta de mais ou menos cinco minutos e logo estamos na Pedra Furada. Lá do alto conseguimos contemplar a região e sua imponência, além, claro, do pôr-do-sol!

 

Prainha do Rio Novo e Cachoeira da Velha: Eu disse que o Jalapão é muito mais do que fervedouros. Já passamos por cachoeiras, lagos, dunas, pedras… E agora chegamos a Prainha do Rio Novo. Já até passamos do Top 5, pois essa é a sexta atração.

Eu amo esse trio: praia, sol e areia branquinha. É aquela hora de estender a canga e se jogar para tomar um pouco de sol. Não sou fã  de ficar “fritando” no sol, mas eu me rendo a esse trio porque tenho a certeza de que quando as coisas começam a esquentar – literalmente – tem sempre um água geladinha para refrescar.

Essa praia é um dos atrativos do segundo dia de visita. Primeiro passamos pela Cachoeira da Velha. O lugar é lindo e tem uma força surreal. A força das águas desaguando na cachoeira é um espetáculo a parte. Vale ficar ali sentindo o barulho e contemplando a paisagem. Não andamos muito para chegar a praia. Acredito que o percusso depois da cachoeira leve apenas um quilômetro. Esse é o ponto de parada para o almoço. E mais uma vez o banquete é farto!

Canion Sussuapara: Os paredões medem cerca de 12 metros de altura e a água escorre pelos paredões ao longo de todo o dia. Dizem que você pode entrar debaixo da queda mais forte e fazer um desejo. É claro que eu aproveitei a oportunidade! Um córrego também se forma ao longo do caminho de acesso ao cânion, por isso a recomendação para essa trip é usar sandália. No Jalapão o tênis ou a bota são dispensáveis.

Plus – Deixo um pouco do artesanato de Capim Dourado confeccionado pelas mulheres da comunidade, no Jalapão. A dica é levar dinheiro em espécie porque lá não aceitam cartão. São lindos! Eu comprei uma bolsa linda por um preço super justo! E comprar diretor delas é uma forma de ajudar economicamente a comunidade.

 

Qualquer dúvida é só entrar em contato com a gente. Chama nos comentários ou vai nas redes sociais. O Jalapão é lindo todos deveriam conhecer esse pedaço do Brasil!!!

Até a próxima!

Serviço

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